Automação industrial pode abrir espaço para novos empregos

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Novos empregos

Na contramão da ideia de que os avanços da automação industrial reduzem os postos de trabalho, a Mitsubishi Electric, uma das principais companhias de automação industrial do mundo, projeta um cenário para o futuro bem diferente. A empresa defende que o avanço da tecnologia vai criar cada vez mais oportunidades para pessoas e que, para aproveitá-las, é necessário investir em capacitação.

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De acordo com Thiago Turcato, supervisor de suporte técnico da Mitsubishi Electric, há cada vez mais espaço, especialmente em países em desenvolvimento como o Brasil, para as profissões relacionadas à automação industrial, como técnicos, engenheiros, projetistas, desenvolvedores, programadores, entre outras.

Dados do FMI ajudam a construir esse cenário: países desenvolvidos já têm taxas de desemprego em mínimas históricas (5,3%). Como complemento, informações da International Federation of Robotics mostram que países com as maiores taxas de automação e robotização das funções do trabalho como Coreia do Sul, Cingapura, Alemanha e Japão têm índice de desemprego inferior a 3,9%.

Além disso, uma pesquisa recente da McKinsey que projeta como será o mercado de trabalho em 2030 informa que o medo da ausência de emprego em razão da automação é infundado. Ao tomar como base o avanço da tecnologia ao longo do tempo, a consultoria afirma que há mudanças previstas em âmbito setorial e no nível de emprego, porém, a criação de novos postos de trabalho e funções pode ajudar a compensar esse efeito.

“Ainda somos um país que está começando a visualizar o potencial da tecnologia dentro da operação, mas temos enorme potencial a ser explorado. Para isso, é vital a contribuição de profissionais cada vez mais qualificados dentro do nosso mercado de trabalho”, diz Turcato.

Fonte: IP News

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